Bali, parte 1: Aquele lugar especial e o (inesquecível) ritual de purificação pela água no Tirta Empul

By Rita Varandas - quarta-feira, junho 29, 2016

Bali tem, para muita gente, uma atracção quase inexplicável. Nós compreendemos e subscrevemos, inteiramente. Sentimo-nos bem nesta terra. É a nossa segunda vez aqui e gostamos tanto que voltaremos uma terceira, ainda nesta viagem (loucura, mas das saudáveis!) :) 
Começámos por Ubud e de seguida apontámos agulhas para Seminyak - que contarei noutro post. 
Um facto muito particular da Indonésia são as Oferendas. Elas estão por todo o lado, assumem  diversos tamanhos e feitios e têm uma importância transcendental para os balineses. Todos os dias é colocada uma oferenda aos deuses à porta de casa, das lojas, no tablier dos carros, na frente das motas, e quando há um evento especial, as Oferendas são trabalhadas ao ponto de se tornarem verdadeiras obras de arte. 






Bali e danças andam de mãos dadas. Ficámos deslumbrados com um espectáculo de Legong Dance. A expressão dos olhares, o brilho das roupas, o sincronismo entre corpos e melodia e, sobretudo, o movimento das mãos; disciplinados mas com uma leveza impressionante. 
Desculpem as cabeças, mas não conseguimos lugares à frente, para mal dos nossos pecados :( 







As artes, o gosto pelo artístico e pelo que é belo estão enraizados nesta cultura. Eles trabalham a pedra para construir as fachadas monumentais das casas. São tão parecidas com os templos que, por vezes, quando andamos à procura de um, em particular, temos dificuldade em distinguir qual é qual. 
E por falar em templos... Houve um, em Bali, que nos tirou do sério - no bom sentido! Dos que visitámos até ao momento - porque há ainda muitos mais na carteira - foi o que gostámos mais, sobretudo pela experiência. Foi uma surpresa termos tido a oportunidade de participar num ritual que, julgámos, seria exclusivo para os Hindus.
Tudo aconteceu no templo da água Tirta Empul, a norte de Ubud. Fomos purificados numa cerimónia inesquecível.






A água é considerada sagrada. Existem 14 fontes no primeiro tanque. Só podemos usar 12 porque as restantes duas são para pessoas que tiveram uma morte recente na família (cruzes canhoto). Após entregarem as oferendas, os balineses hindus (e nós também tivemos este prazer), rezam e são purificados por esta água, mas há rituais a seguir. Cada fonte tem o seu simbolismo e acção consequente, por exemplo, numa das fontes o objectivo era limpar o karma do passado e para isso teríamos que atirar água à cara por três vezes e depois colocar a cabeça debaixo da fonte. Infelizmente, não temos fotos do momento, porque a câmara não pode ser purificada correndo o risco de se estragar, mas temos registos fotográficos do após. Acho que é visível e demonstrativo o sorriso de ambos. P.s-A água estava gelada e peixes de tamanho considerável roçavam nas pernas. Tivemos de vestir um sarong e jamais poderíamos mostrar alguma parte do corpo mais atrevida. 
Valeu, valeu muito a pena! 





Notamos sobretudo a dedicação - e já agora a quantidade considerável de oferendas - que os balineses hindus trazem para os rituais, mas também o espírito festivo que envolve uma cerimónia do género. Não é um evento soturno, mas vivido em família e com espírito festivo, o que não invalida introspeção e dedicação ao(s) deus(es). 







Terminámos este dia com uma especialidade balinesa, o Bebek Bengil - pato fumado - mas a fome era tanta que não deu para disparar a câmara a tempo. Ficámos quatro noites em Ubud e seguimos depois em direção ao sul. Destino: Seminyak. Queríamos estar mais próximos do Tanah Lot e explorar o mercado de peixe e marisco em Jimbaran. 

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