Ilhas Gili: O lugar onde há 5 anos decidimos adoptar um gato e dar-lhe o nome Gili

By Rita Varandas - segunda-feira, junho 20, 2016

Tanto eu como o Sérgio, somos péssimos para datas (valham-nos os lembretes), mas achamos que foi há cerca de cinco anos que pisámos pela primeira vez solo indonésio e as ilhas Gili entranharam-se completamente nas nossas memórias a longo-prazo.
Visitámos estas ilhas com a mãe do Sérgio que estava a trabalhar em Timor, e foi aqui que decidimos que iríamos adoptar um gato e que lhe chamaríamos (claro está), Gili - que neste momento, está ao cuidado dos avós maternos e segundo consta, tal é o mimo que lhe dão que já nem se lembra de nós :P
Acho que as fotos seguintes mostram o mood destas ilhas, na expressão de um gato, como não poderia deixar de ser! Eles estão por todo o lado e são reis, porque aqui não há cães. 








A ilha é maioritariamente muçulmana e os muçulmanos consideram os cães animais sujos e impuros (crenças!).
As ilhas Gili, a norte de Lombok, são 3: Gili Trawangan, Gili Meno e Gili Air. Nós ficámos na maior, a Trawangan. Apesar de ser conhecida como uma ilha de festas contínuas, é possível ter paz e descanso com uma agitação que é própria da ilha.
Aqui não há carros, motas contam-se pelos dedos de uma mão e os meios de transporte predilectos são a bicicleta ou as carruagens puxadas por cavalos. Nós optámos pela bicicleta, porque apesar dos cavalos serem bem tratados, existindo programas de educação para os proprietários destes cavalos-táxi e linhas de telefone para denunciar eventuais maus-tratos, preferimos sempre não utilizar os animais para outra coisa se não, mimos!




As Gili são fantásticas para o snorkeling. Infelizmente, não temos uma máquina à prova de água, porque adorava poder mostrar uma das experiências mais emocionantes que tivemos: nadar com tartarugas. E não foi num aquário ou qualquer local controlado pelo homem. Assim que entrávamos na água e colocámos os óculos, procurávamos um pouco e de repente, estavam tartarugas de tamanho considerável ao nosso lado. E nadar ao lado delas durante 10, 15 minutos, até desaparecem no mar alto, é qualquer coisa de extraordinário.
Não tendo fotografias das ditas tartarugas, ficam as fotos de outros animais (terrestres) que mostram também a clareza e a cor da água.




Podia estar horas a falar e a escrever sobre estas ilhas, que têm, de facto, um encanto especial. Para quem visita a Indonésia, devem na nossa modesta opinião, constar do itinerário.











Um facto curioso: nas ilhas não há água potável. Todos os dias chega um barco de Lombok que abastece as três ilhas. A água do duche é salinizada, por exemplo. Outra particularidade desta ilha são os megafones nas mesquitas que diariamente, cinco vezes por dia (mesmo de madrugada), emitem para toda a ilha, as orações.


De início é estranho, porque ouvimos as rezas em qualquer ponto que estejamos, mas há-que respeitar todas as religiões. Acabámos por estar na ilha na altura do Ramadão, que começou a 6 de Junho. Curiosos, fomos perguntando como era estar um dia inteiro - muitos a trabalharem em restaurantes e hotéis - sem comer ou beber. Neste período, só quando o sol de põe, os fiés podem comer. As respostas foram simples, sem conotação de sacrifício e alguns responderam que até era bom para a saúde.
Foi o lugar onde ficámos mais tempo, deu para descansar e recarregar baterias para Bali, a próxima ilha nos nossos planos. 

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