Vulcão Rinjani, parte II: Mais subidas quando pensámos que o 2º dia era só ver as vistas

By Rita Varandas - quinta-feira, junho 16, 2016

Primeira noite no acampamento, dormimos que nem anjos. Deviam ser umas sete e meia da tarde. Esfregámos o corpo com tiger balm - medicamento milagroso na Ásia e que trata tudo, desde picadas de mosquito, passando por dores musculares, até flatulência (?!?!?) - vestimos quase toda a roupa que trouxemos, enfiámo-nos nos sacos-cama e só acordámos no outro dia às 6 da manhã para ver o nascer do sol. 
Lindo, maravilhoso, fantástico, agora comam que temos mais trekking pela frente, disseram-nos os nossos guias. Olhámos para o lago para onde iríamos e pensámos: - boa, é lá em baixo, portanto, descansamos das subidas. 



Sim, Sim... (muita ironia neste discuro)! Novo esforço para chegar à bela caldeira e ao lago que a banha, o Segara Anak. O terreno é, digamos, irregular, o que não facilita as caminhadas, mas é um deleite para os olhos, a mente e a alma.
Mesmo cansados, conseguimos sempre umas quantas parvoíces para a câmara!




No meio deste lago que, estima-se, tenha 200 a 300 metros de profundidade e que se localiza a 2000 metros acima do nível médio do mar, encontramos outro "pequeno" vulcão. As erupções de 1994, 1995 e 1996 criaram um cone a que se dá o nome de Gunung Baru Jari, que significa Montanha Nova. Há várias hotsprings na caldeira, mas suspeito que a temperatura é tão elevada que uma vez dentro, já não sairíamos. :)





Bem perto do lago, a uns 10 minutos, encontramos uma hotspring e esta sim, soube pela vida, tirando os pequenos peixes que detectando os nossos calos nos pés, não pararam de nos chatear com pequenas mordidelas. Mas atendendo a que seria o primeiro banho em 48 horas, os peixes nem nos incomodaram. 


Esta foto do Sérgio merece legenda. Perguntava ele ao nosso porter (explicação no post anterior) se o caminho depois de almoço era a subir ou a descer. Reparem na mão esquerda dele e a resposta está dada (para mal dos nossos pecados).



Depois de mais umas quantas horas a andar, chegámos ao local onde iríamos dormir. Desta feita, não era uma acampamento, mas um sítio no meio da floresta onde o nosso guia achou por bem pernoitar. Portanto, sendo no meio da floresta, acordámos com uma população de macacos à nossa volta, ansiosos por roubar tudo o que encontrassem. Algumas fotos estão desfocadas (desculpem), mas os sacanas dos macacos não páram quietos e o pêlo deles confunde-se com a natureza. É quase um exercício de find wally. 










E depois de mais seis horas a descer, finalmente chegámos ao fim desta aventura. Apesar do esforço tremendo levamos boas memórias e vamos recordar sempre quem nos acompanhou, tanto os porters, como os guias, como os demais indonésios que todos os dias escalam esta montanha para ganhar a vida. Ainda nos queixamos dos nossos empregos... 

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