Bali, parte 2: Ir ao mercado de peixe comprar o almoço e assistir a um espectáculo num templo ao final da tarde

By Rita Varandas - domingo, julho 03, 2016

Gostamos de mercados! Os que vendem fruta, especiarias e legumes, são verdadeiras iguarias para os olhos e para o olfacto, pelas suas cores e cheiros. Nos que vendem peixe, corremos sempre o risco de sermos apanhados por uma "brisa" que traz um cheiro que, por vezes, não é peixe não é nada. Não aconteceu em Jimbaran. Cheirava a peixe, como seria de esperar, é um mercado tradicional com chapas a fazerem de tecto, mas enorme e toda a pescaria tinha um ar incrivelmente fresco.
A ideia era escolher e comprar no mercado o que queríamos comer e depois levar a uma grelha  que se aluga por 20 rupias - cerca de 1,5 euros (uma ninharia) - sentar numa mesa improvisada, pedir as bebidas e esperar que cozinhem a nossa "pescaria". 









Havia de tudo. De peixes pequenos a pequenos mostrinhos. E o marisco... De olhar e chorar por mais! Depois de inspeccionarmos todas as bancas, decidimos trazer para o almoço, 0,5 Kg de camarão tigre e 0,5 Kg de lagosta. Wow. Nem quando vou ao pingo doce trago no cesto algo do género :) Afinal, em 2 meses, seria a primeira vez que comeríamos marisco. Tudo, ficou por 20 euros.
Entretanto, escolhemos o sítio e o senhor que iria grelhar o nosso almoço e esperámos ansiosamente. 








Tem bom aspecto, não tem? :) Soube muito bem e felizmente era mesmo fresco. Na Ásia, por causa do calor (e às vezes as condições sanitárias), corre-se o risco de trazer do almoço ou jantar, mais do que uma barriga cheia... 
De seguida, pegámos na mota e seguimos ainda mais para Sul, porque o plano era visitar o templo Uluwatu, localizado numa falésia a cerca de 70 metros acima do nível do mar. Verdadeiramente impressionante. É considerado um dos seis templos-pilar do espiritualismo em Bali.


O pôr-do-sol aqui é fantástico, mas nós queríamos também ver o espectáculo de Kecak Dance. Difícil explicar esta dança dramática, quase hipnótica. Não há instrumentos, só mesmo as vozes dos homens sentados em círculo que, muitas vezes, pareciam entrar em transe. Eles são o coro. À medida que o sol se punha, entravam em cena diversas personagens que compunham a história. Cada uma mais exuberante na sua máscara. Resumidamente, a história conta a aventura de um príncipe que tenta resgatar a sua mulher que foi levada por um demónio. 








A estadia em Bali já deixa saudades. Esta ilha oferece natureza, cultura, artes, praias, boa cozinha, pessoas atenciosas e simpáticas. Gostamos mesmo e ficamos felizes por saber que regressaremos a Bali para mais uns dias que serão passados uma zona mais para o Norte da ilha, virados para o monte Batur. 
Terminaram os 30 dias na Indonésia que o visto permitia, mas como ainda falta tanto para visitar, como Yogyakarta na ilha de Java e os seus templos majestosos, decidimos conhecer a Tailândia e assim renovar o visto para podermos regressar a Bali. 
O primeiro destino em terras tailandesas foi Bangkok, a primeira grande cidade a sério que visitámos nesta aventura. 

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