Banguecoque: 8 milhões de pessoas e uns quantos lagartos, uma intoxicação alimentar, Budas a perder de vista e os canais da cidade antiga

By Rita Varandas - domingo, julho 10, 2016

É uma loucura. Gente por todo o lado, cartazes a perder de vista e mercados de rua (e flutuantes) que germinam como cogumelos em cada esquina. O sentimento acentua-se quando chegamos de viagem de locais como ilhas ou vilas - de praia ou de interior - que não chegam aos calcanhares de uma grande, grande cidade, como Banguecoque. Dito isto, não fosse a intoxicação alimentar (malvadas das bactérias/vírus) e teria sido uma estadia perfeita, para uma capital asiática. Nós por cá, preferimos outros voos, com menos modernidade e a confusão que normalmente acompanha as metrópoles.
A riqueza dos templos de Banguecoque e a sua sumptuosidade, impressionam. O dourado que cobre os templos, também funciona como um fundo perfeito para as experimentações fotográficas de ambos :) 




Antes de mais, o alojamento. Preferimos ficar na zona velha da metrópole, perto de uma das ruas mais conhecidas pelos backpackers, a Khaosan Road. Bastava por um pé nesta estrada para começarmos a ser bombardeados com propostas de todos o lados, sobre tours maravilhosas a um preço especial só para nós ou então o "pregão" tradicional: - táxi, táxi?? A rua tem no entanto o seu encanto, de tão movimentada que é. 




O Grande Palácio Real, localizado no coração de Banguecoque é visita obrigatória. Na verdade, este é um espaço que alberga um grupo de edifícios que serviu como sede real entre o século XVIII e meados do século XX. Apesar de à primeira vista parecerem novos, tal é o cuidado com que são mantidos, estas edificações têm mais de 230 anos. A família real já não vive no Grande Palácio, mas continua a ser palco de cerimónias e recepções consideradas importantes para a nação tailandesa.







Continuando na excursão pelos inúmeros templos, tentando sempre seleccionar os que nos pareciam mais interessantes, apanhámos um barco que cruza o rio para ver as vistas da cidade noutra perspectiva e visitar o Wat Arun







Visitámos outros templos e budas que abundam em Banguecoque, inclusive um dos mais simbólicos (e populares): o Buda deitado, demasiado grande - tem 43 metros de comprimentos e 15 de altura - para caber numa foto! :P 
O tempo não nos permitiu visitar um dos mercados flutuantes mais antigos e conhecidos, o Damnoen Saduak, que na verdade fica a cerca de 80 quilómetros da capital. No entanto, tivemos oportunidade de explorar outra parte da cidade que nos suscitava curiosidade: os canais de Banguecoque - em tailandês Khlongs, alimentados pelo rio Chao Phraya (Rio dos Reis) e que divide a metróple a meio.
Os canais eram, em tempos, o meio de transporte de eleição dos tailandeses no seu quotidiano porque as estradas eram escassas. Nos canais acabavam por acontecer trocas comerciais, o que foi dando origem aos mercados flutuantes. É interessante observar que conforme as condições, as pessoas e as suas rotinas se adaptam, quase naturalmente, aos meios. Ah, aqui nos canais encontram-se também lagartos a vaguear, de tamanho... diria... assustador!









Tivemos em Banguecoque três dias e duas noites. O suficiente. Como comecei por dizer neste post, depois de dois meses a comer de tudo e mais alguma coisa, bateu à porta, uma famigerada intoxicação alimentar. Nunca tinha experienciado a sensação e não deixa saudades, sobretudo quando estamos a milhares de quilómetros do conforto da nossa casa e dos cuidados de saúde que nos são próximos. Mas na vida como nas viagens, há altos e baixos e hoje, já estou recuperadíssima, muito com a ajuda do Sérgio que tudo fez para atenuar as dores lancinantes. Trouxe tantos medicamentos na mala e nenhum para estas situações (o destino é irónico), mas felizmente os tailandeses e, acho que na Ásia em geral, têm medicamentos - naturais e químicos - para tudo. Muitos, mas muitos destes fármacos são precisamente para estas situações gástricas. Vá-se lá saber porquê... :)

P.s- O destino seguinte foi Chiang Mai, no norte da Tailândia. Passei lá o meu dia de anos juntamente com os elefantes, num campo vocacionado para o bem-estar e tratamento destes gigantes. 

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