De regresso a Bali depois de três semanas na Tailândia, mas para um sítio onde o tempo anda mais devagar

By Rita Varandas - terça-feira, julho 26, 2016

Houve logo ali um enamoramento. Uma empatia quase à primeira vista, ao ponto de uns dias depois já estarem os dois no sofá, lado a lado: ele a ler o kindle, ela a ver vídeos de desenhos animados em indonésio. 
No regresso a Bali, decidimos ficar na zona este da ilha, em Sidemen, junto ao Monte Agung. A família que gere a vila onde ficámos alojados foi de uma simpatia extrema e ela, o expoente da beleza exótica. Só por isso não tive ciúmes dos dois :) O Sérgio tem uma paciência santa para os miúdos e sabe diverti-los. Dá gosto, só de ver! 




Decidir norte ao invés de sul, implicou mais duas horas de viagem depois de um voo de quatro horas da Tailândia para Bali, mas as vistas compensaram (como sempre!). Substituímos o azul da água pelo verde da montanha. Só a vista do nosso quarto, era de cortar a respiração. 




O tempo não estava favorável, apesar de ser estação quente na Indonésia, mas nestas paragens o calor está sempre presente, portanto, mergulhos na piscina ou nas águas quentes do mar, são sempre recomendáveis. A chuva dificulta os passeios de mota, mas comprámos uns impremeáveis - que mais pareciam sacos de plástico gigantes - e seguimos viagem, mesmo com as monções sobre as nossas cabeças. 
Visitámos nesta região, o templo mais importante de Bali, o Pura Besakih, conhecido como a mãe dos templos. Quase parece uma referência à Khaleesi, mãe dos dragões :D 
Ah, para visitar os templos, é necessário usar um sarong, por forma a tapar as pernas. Normalmente, à entrada, há sarongs que se alugam, mas como já visitámos tantos templos, decidimos comprar os nossos, até para levar para Portugal. Escolhemos um dos padrões mais comuns e utilizados na Indonésia, inclusive para adornar a entrada das casas, apenas com cores distintas: preto e vermelho. Ainda pega moda em portugal :) 







Em Sideman, a tecelagem tem um passado longo, mas segundo li, é uma arte que os jovens foram abandonando no início dos anos 90, por considerarem que não era rentável ou mesmo trendy. Tal como muitos ofícios, o vintage torna-se moda e recentemente, tem havido um esforço para recuperar esta tradição e em Pelangi, encontrámos uma fábrica onde vimos todo o processo desde o desenho dos padrões à execução. Ficámos intoxicados com a beleza dos tecidos, chamados de Ikat. 
Os homens são responsáveis pelo desenho dos padrões e pintura dos mesmos, só posteriormente as mulheres trabalham as linhas, transformando fios soltos em verdadeiras obras de arte.







Saímos de Bali com a sensação que ficou ainda tanto por ver, apesar de termos estado na ilha duas vezes nesta nossa aventura. Ainda tivemos tempo de explorar a região da península de Bukit, Candidasa, Tegalalang, mas faltou o norte (Lovina), Amen... Talvez um dia voltemos, mas há tanto mundo para explorar que voltar quatro vezes ao mesmo sítio, passa a ser uma obsessão (mas das boas!) :) 









Ao fim de mais três dias e quatro noites em Bali, voltámos a fazer as malas, apanhar um avião com destino a Yogyakarta, na ilha de Java, uma cidade muito especial. 
Para além do magnífico pôr-do-sol no Borodudur (embora nublado), a visita ao Prambanan e às ruas labirínticas que fazem parte do Kraton (palácio real) e outros sítios maravilhosos que visitámos - que contaremos no post seguinte - descobrimos um pedaço de paraíso no sul de Yogyakarta, em Parangtritis. 



Fica a antevisão ;) 

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