Flexitarianismo? Isso mesmo. Existe e é simples de levar à mesa!

By Rita Varandas - quarta-feira, outubro 26, 2016

Quantas vezes já ouvimos ou lemos histórias de pessoas - como nós - que alteraram algo nas suas vidas depois de um evento - mais ou menos - marcante; quantas? 
Pessoalmente, essas histórias atraem-me porque há sempre alguma coisa que gostaria de melhorar no meu dia-a-dia, na minha personalidade, nos meus hábitos, e saber que outros conseguiram é uma motivação acrescida. 

A última vez que li atentamente algo do género foi num artigo da revista Sábado, sobre o poder dos alimentos. Impressionaram-me os testemunhos de pessoas com condições de saúde graves e que não encontraram solução exclusivamente na medicina convencional. Decidiram mudar o que podiam: a alimentação. 
Há tanta coisa que não conseguimos alterar em nós, que é determinado pela genética, que desperdiçar o que está nas nossas mãos até parece pecado :P mas como já sabemos, depois surgem os obstáculos e as tentações... 



Mas é como dizia no início, às vezes é preciso acontecer algo para mudar o rumo. Não sendo um drama médico, sim, tive um pequeno contratempo de saúde (não muito grave, mas incomodativo e prolongado), que a medicina tradicional tentou resolver, mas sem surtir o efeito esperado. 
Cansada, frustrada e sobretudo longe de Portugal - o que dificulta a situação - decidi mudar o que podia: os meus hábitos à mesa, mas não de uma forma radical, porque radicalismos - para mim - dificilmente levam a bom porto e desistimos, às vezes, quando ainda nem começámos. 


Foi no dia em que tirei esta foto - vitamina D também faz maravilhas à saúde - que encontrei uma revista francesa com um artigo sobre o Flexitarianismo. Comecei a ler (sempre com o telemóvel na mão porque há verbos e palavras em francês que ainda me escapam) e a cada linha identificava-me mais e mais com o que estava escrito. A revista P3 do público tem um artigo interessante e bastante informativo sobre o tema. 
Só para enumerar alguns benefícios: 
  • Reduz-se o consumo de carne e peixe - o que é óptimo atendendo às condições em que os animais são criados e à forma como são tratados, não esquecendo o impacto ambiental 
  • Há mais legumes, frutas e cereais à mesa - quantas vezes achámos que um bife e um arrozinho estava bom para jantar/almoçar...
  • Passamos a ser mais criativos nas receitas e a descobrir outros alimentos, como os frutos oleaginosos (nozes, amêndoas, etc.), as sementes e os cereais crus, ou seja, não refinados
  • O frigorífico e a cozinha ficam bem mais coloridos e as visitas ao supermercado tornam-se verdadeiras odisseias - no bom sentido - quando entramos em corredores e secções com produtos novos e apelativos
  • Diminuem-se os gastos no supermercado, porque o mais caro é mesmo o peixe e a carne.
Aos poucos vou mostrando o que se faz cá por casa. Como é uma nova morada, ainda não tenho as máquinas necessárias, os robots para tudo e mais alguma coisa, o que não tem sido impeditivo de nada.
Uma das receitas que fiz e que me impressionou pela simplicidade e sabor da combinação, utilizou simplesmente:
  • batata-doce (polvilhar com sal, alecrim e levar ao forno com papel vegetal no fundo para não colar e assim evita-se também abusar no azeite)
  • grão (pode ser em lata, mas se houver tempo e paciência, o natural é mais saudável)
  • queijo philadelphia ou quejo creme semelhante;
  • sementes de sésamo
  • um fio de óleo extra-virgem
  • alecrim 
  • sal e pimenta
  • eu acompanhei com rabanetes que aqui, em França e na Suiça, há aos pontapés
  • E voilá! 


Batata doce receita




Quando dei a primeira garfada fiquei orgulhosa, porque o sabor estava lá e com este primeiro gesto, senti-me bem por estar a fazer algo por mim, por nós!

E é simples, portanto, até é bom para quando não há tempo. Aliás, acho que hoje, vai ser o jantar :) 

P.s - O problemita de saúde está melhor - quero acreditar que com uma melhor alimentação ajudei o corpo a fazer o que lhe compete e sem medicamentos e químicos. Espero que continue no bom caminho... 

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