O Festival de Gastronomia e Cultura na nossa vila francesa e por falar em alimentação, a nossa decisão de comer "limpo"

By Rita Varandas - segunda-feira, outubro 17, 2016

Divonne Les Bains, a vila francesa onde vivemos, mesmo junto à fronteira com a Suiça, é claramente um ponto turístico - com tudo de bom que esta designação traz. Não há turistas a mais, não, mas é turística no sentido em que todos os fins de semana e mesmo durante os dias de trabalho, há sempre eventos, passeios, festivais, música e, neste caso, gastronomia.
Tudo isto, mesmo à porta de casa. Não temos mar - só lagos por aqui - mas com a lei da compensação, não ficamos a perder :) 
Durante a semana choveu, aquela chuva constante miudinha que não dá descanso, mas durante o fim-de-semana, o sol aqueceu (vá, estiveram uns 20 graus, à sombra já se sentia o frio).





À boa maneira francesa, começámos com um aperitivo. Um copo de rosé para mim e uma cerveja para o Sérgio. 
O Festival de Gastronomia e Cultura em Divonne (Gourmandiv) acontece todos os anos. Custou apenas 5 euros por pessoa e, com uma pulseira apenas, é possível ir passeando pelas ruas, seguindo o mapa e o programa, entrar em lojas - não precisam de ser necessariamente de restauração ou alimentares - e ir degustando as mais diversas iguarias.  Pode ser uma loja de roupa com degustação libanesa, por exemplo. Mas onde verdadeiramente ficámos mais tempo foi no espaço do chocolate... Qual magnum branco de amêndoas... ;)



A ideia é conhecer melhor os produtos que comemos e descobrir a sua origem. Muitos são processados e naturalmente desconhecemos todos os que ingredientes os compõem - muitos nocivos à saúde. 
Na primeira banca tínhamos logo um desafio: cinco latas com a tampa furada, no interior uma especiaria para adivinhar. O Sérgio acertou nos chocolates, eu fiquei a ganhar nas especiarias. Curioso que utilizamos diariamente na alimentação ou ingerimos noutros alimentos e mesmo assim, temos que puxar pela cabeça para associar o cheiro à especiaria.




Quanto ao queijo que todos os domingos nos faz babar nas montras dos vendedores no mercado e que assume as mais diversas (e criativas) variedades, só encontrámos um espaço. Não percorremos o mercado inteiro, portanto, talvez existissem mais espaços de degustação. Em contra-ponto, provámos bom champagne, um vinho de kiwi e uns bolinhos típicos de Bordeaux, o Cannelé, moderadamente crocante por fora, húmido e macio por dentro e generosamente aromático. Isto, pela descrição do Sérgio porque eu estava decidida a fechar a boca ao açúcar :/ Fica aqui a receita, porque é simples e com o frio apetece sempre um doce e às vezes não sabemos o que cozinhar. 








Uma grande parte do festival estava reservada aos miúdos. Um espaço onde vestiam vários papéis: vendedores e compradores, faziam a lista de compras, iam ao supermercado e preparavam as refeições, numa cozinha "a fingir", mas com um significado real e importante.




Como dizia um casal amigo que já vive cá há mais tempo (vivemos todos no mesmo condomínio, que bom!), aqui é preciso ter cuidado porque os franceses adoram pão, queijos, charcutaria, e é tudo apelativo aos olhos e ao palato que, quando damos conta, a balança excede o permitido pela lei :)
Mas dias não são dias e o que é bom também é para aproveitar. As restrições alimentares têm o seu espaço durante a semana.
Por falar nisto, tenho investido muito tempo em perceber o que comemos e, sobretudo, como podemos comer melhor e mais limpo (clean food) e apesar de deixar isto para outro post, posso dizer que comecei a ler o livro Clean Gut de um médico, o Dr. Alejandro Junger, e estou a gostar bastante: informativo, factual e surpreendente. Há uma corrente que defende a comida limpa: pouco ou nada processada e benéfica para as bactérias (boas) que povoam o nosso sistema digestivo.
A minha mãe sempre (e cada vez mais) tem cuidado com a alimentção, eu em tempos fui vegetariana, portanto, acho que o caminho vai no sentido de adoptar cada vez mais bons hábitos, também à mesa :) 

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1 comments

  1. E direitos de imagem? :D
    Ao menos podias apanhar-em sem o copo na mão!hhahahaha

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