Fim-de-semana longo em Viena e um jantar com 400 pessoas onde só se falou francês (oh mon dieu!)

By Rita Varandas - quarta-feira, novembro 30, 2016

Não conhecia Viena. Sabia que foi morada de vários compositores de música clássica e suas criações, que a sobremesa típica (ou pelo menos "uma das") era o Apple Strudel, que era obrigatório visitar a Ópera Nacional de Viena e, confesso, pouco mais. 
Saímos de lá encantados, apesar do frio e sobretudo do vento frio que massacrava qualquer parte do corpo deixada a descoberto. Começamos a habituar-nos ao frio agora que vivemos no centro da Europa, mas há sempre temperaturas que nos surpreendem :) 


É uma cidade fotogénica e elegante. Os edifícios majestosos obrigam a olhar continuamente para cima. São imperiais, ocupando fisicamente o espaço do que representam, sem serem, exagerados ou desenquadrados da cidade mais moderna. 

Reparei também que na rua as pessoas andam bem vestidas, sobretudo os homens. Os acessórios - alguns luxuosos - são reis. Genebra é uma cidade limpa, mas Viena consegue bater este recorde de limpeza. Não há edifícios devolutos e todos estão impecavelmente cuidados e em bom estado apesar da sua antiguidade.




Os passeios de charrete pelo centro de Viena são uma das atrações. A beleza destes animais é impressionante e ao contrário do que vimos na Ásia, aqui parecem ser mais bem tratados. Este branco fala castelhano, pertence a uma cordoaria espanhola. 

Tivemos três dias em Viena, mas no Sábado só conseguimos passear de manhã. Quer dizer, o passeio continuou, mas desta feita, com mais 400 pessoas, os colegas do Sérgio, todos franceses, todos a falar francês. Foi óptimo para praticar - e conhecemos pessoas simpáticas - mas ao final do dia, o cérebro pedia encarecidamente para relaxar e regressar ao dicionário português :P 

Assim, a partir do meio da tarde tivemos o evento da nova empresa do Sérgio que incluiu uma visita ao Palácio de Schönbrunn, passeio pelo mercado de Natal mais conhecido de Viena e dos mais apreciados pelos vienenses e um jantar num complexo do castelo: maravilhoso. 

Não levei a máquina porque já me bastavam os saltos altos em agulha e a malinha de festa que só dava para meia dúzia de coisas. Tiraram-nos uma foto à entrada, portanto, ainda aguardo por essa película. Mas posso dizer que fizemos jus ao bom estilo contemporâneo português. 
















Ainda fomos a um concerto/ópera: primeira parte Mozart, segunda parte Strauss. Numa sala pequena, luxuosa qb. e acolhedora, com a orquestra bem próxima de nós. Visitámos também o Museu Albertina que, felizmente, tinha uma exposição com algumas obras de Miró, Picasso e Van Gogh. 
No último dia visitámos o café-museu, um café tradicional que abriu portas em 1899 e cujo interior é da autoria do arquitecto Adolf Loos. Este café foi e imagino que continue a ser o ponto de encontro de muitos artistas.
Com o frio gélido que fazia lá fora, decidimos aquecer a alma com um Strudel delicioso.






Foi a primeira vez, desde estamos cá, que viajámos para fora. Não regressámos a casa, a portugal, mas à casa em Divonne e feitas as contas, num só dia estivemos em 3 países. Saímos de Viena, aterrámos em Genebra e passámos a fronteira para França. Muito internacionais :)
Soube bem regressar também a esta casa! 

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